No âmbito da administração pública, a moralidade administrativa, prevista no art. 37, caput, da Constituição Federal, exige que o agente público atue não apenas conforme a lei, mas também segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. Nesse contexto, considere a seguinte situação hipotética: um servidor público, ocupante de cargo de confiança, utiliza informações privilegiadas obtidas em razão do exercício de suas funções para orientar um familiar na realização de investimentos financeiros pessoais, sem que haja qualquer prejuízo direto ao erário ou a terceiros. Com base nos princípios éticos que regem a Administração Pública, julgue o item a seguir.
A conduta descrita é eticamente reprovável, pois o uso de informações privilegiadas para fins particulares configura violação ao dever de lealdade e à vedação ao uso do cargo em benefício próprio, ainda que não tenha causado dano concreto.
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