No contexto da reabilitação de pacientes com disfunção física, a atuação do terapeuta ocupacional fundamenta-se na análise da atividade e na adaptação do ambiente para promover a máxima independência funcional. Nesse sentido, considere a seguinte situação hipotética:
Um paciente adulto, vítima de acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico há seis meses, apresenta hemiparesia espástica à direita, com preensão manual diminuída, marcha claudicante e déficit de equilíbrio. Durante a avaliação, o terapeuta ocupacional identifica que o paciente consegue realizar a transferência da cadeira para a cama com supervisão, mas necessita de auxílio moderado para vestir a camisa devido à limitação motora e à espasticidade flexora do membro superior direito. No que se refere ao treino de atividades de vida diária (AVDs) e à prescrição de tecnologia assistiva, julgue o item a seguir:
Na fase crônica pós-AVE, a espasticidade do membro superior pode comprometer a execução de AVDs, como vestir-se; nesse caso, a intervenção da terapia ocupacional deve priorizar exclusivamente a compensação por meio de adaptações e tecnologia assistiva, evitando-se o treino intensivo de movimento ativo do membro afetado, pois a neuroplasticidade já está estabilizada e o esforço pode agravar a espasticidade.
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