Durante a validação de um método para dosagem de glicose urinária em um laboratório de análises clínicas, o responsável técnico avaliou amostras de urina de 24 horas mantidas sob refrigeração (2 a 8 °C) por até 48 horas antes da análise. Nesse contexto, é correto afirmar que a refrigeração prolongada da urina, embora reduza a multiplicação bacteriana, pode provocar precipitação de cristais de uratos e fosfatos amorfos, os quais, se não forem dissolvidos adequadamente antes da leitura, podem interferir na turbidez e em métodos espectrofotométricos, além de a glicólise bacteriana ser apenas parcialmente inibida, o que pode reduzir falsamente os níveis de glicose quando o conservante não é utilizado.
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