No contexto da atuação fonoaudiológica em neonatologia, o Método Mãe-Canguru (MMC) pressupõe a participação ativa da mãe nos cuidados do recém-nascido de baixo peso, incluindo o contato pele a pele precoce. Nesse cenário, a posição verticalizada do bebê junto ao tórax materno, associada à estabilidade térmica e ao aleitamento materno frequente, tende a favorecer a coordenação entre sucção, deglutição e respiração, uma vez que a proximidade com o seio materno estimula o reflexo de busca e a organização do padrão sucção-deglutição-respiração. Contudo, é incorreto afirmar que o MMC, por si só, elimina a necessidade de avaliação fonoaudiológica sistemática da prontidão para alimentação oral, pois recém-nascidos pré-termo podem apresentar imaturidade neurológica e alterações no tônus orofacial que demandam monitoramento e intervenção específicos, independentemente do método adotado.
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