No contexto do ciclo do combustível nuclear e do gerenciamento de rejeitos radioativos, considere a seguinte situação hipotética: um reator nuclear de pesquisa utiliza urânio enriquecido a 20% em 235U e, após a irradiação, o combustível é submetido a reprocessamento para recuperação de urânio e plutônio. Os rejeitos líquidos de alta atividade gerados nesse processo são inicialmente armazenados em tanques de aço inoxidável com resfriamento ativo e, posteriormente, passam por vitrificação antes da disposição final em repositório geológico profundo. A respeito desse cenário e dos conceitos associados ao ciclo do combustível nuclear e ao gerenciamento de rejeitos, julgue o item a seguir.
No ciclo do combustível nuclear, a etapa de conversão do yellowcake (U3O8) em hexafluoreto de urânio (UF6) é necessária tanto para o enriquecimento isotópico por difusão gasosa ou ultracentrifugação quanto para a fabricação de combustível de reatores moderados a água leve, uma vez que o UF6 é a única forma química volátil adequada para os processos de separação isotópica; entretanto, os rejeitos líquidos de alta atividade provenientes do reprocessamento, como os gerados no cenário descrito, não podem ser simplesmente diluídos e descartados no meio ambiente, mesmo após tratamento, pois contêm radionuclídeos de meia-vida longa, como o 99Tc e o 129I, que exigem confinamento por milhares de anos, sendo a vitrificação seguida de armazenamento geológico profundo uma das estratégias internacionalmente aceitas para o isolamento desses rejeitos.
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