Durante um exame de medicina nuclear, o técnico em radiologia deve observar rigorosos protocolos de radioproteção. Considere a seguinte situação hipotética: um paciente internado na enfermaria recebeu, há 36 horas, uma dose terapêutica de iodo-131 (I-131) para tratamento de carcinoma diferenciado de tireoide. O técnico é chamado para realizar uma radiografia de tórax portátil desse paciente, utilizando equipamento móvel de raios X. De acordo com as normas de radioproteção aplicáveis e com os princípios físicos que regem a interação da radiação com a matéria, é correto afirmar que o técnico pode realizar o exame sem restrições adicionais, desde que utilize avental plumbífero e protetor de tireoide, pois a meia-vida física do I-131 é de aproximadamente 8 dias e, portanto, a atividade residual após 36 horas ainda é superior a 90% da atividade inicial, o que torna a blindagem pessoal suficiente para garantir a segurança do profissional.
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