Durante um ambulatório de nutrição clínica, uma paciente de 58 anos, com obesidade grau I, hipertensão arterial sistêmica controlada e diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina, apresenta circunferência da cintura de 94 cm e relata consumo frequente de bebidas açucaradas. O nutricionista, ao avaliar o caso, considera que a presença de adiposidade abdominal, mesmo sem alteração dos níveis pressóricos no momento da consulta, configura um componente importante do risco cardiometabólico, pois o tecido adiposo visceral apresenta maior atividade lipolítica e secreção de adipocinas pró-inflamatórias, contribuindo para a resistência à insulina e para o desenvolvimento de complicações crônicas associadas às doenças não transmissíveis.
Com base nessa situação clínica e nos conhecimentos sobre fisiopatologia das doenças crônicas não transmissíveis, julgue o item a seguir.
A afirmação de que o tecido adiposo visceral, por sua maior atividade lipolítica e produção de adipocinas pró-inflamatórias, contribui para a resistência à insulina e para o risco cardiometabólico está correta, independentemente de a paciente apresentar ou não hipertensão arterial no momento da avaliação.
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