No contexto da teoria psicanalítica clássica, o conceito de transferência designa a atualização, no vínculo analítico, de moções pulsionais e fantasias inconscientes originalmente dirigidas a figuras significativas da história do paciente. Nesse processo, a repetição de padrões relacionais infantis no setting analítico constitui, ao mesmo tempo, uma forma de resistência e um instrumento técnico fundamental para a análise, de modo que sua interpretação sistemática, e não sua mera vivência ou atuação contratransferencial, é o que permite ao analista tornar consciente o material inconsciente e ampliar a compreensão do conflito psíquico do paciente.
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