No contexto da avaliação e intervenção fonoaudiológica nos distúrbios da linguagem escrita, considere o seguinte cenário clínico: uma criança de 9 anos, cursando o 4º ano do ensino fundamental, apresenta leitura lenta e silabada, com trocas de grafemas que representam fonemas surdos e sonoros (como p/b e t/d) na escrita espontânea, além de omissões de letras em sílabas complexas. A equipe pedagógica relata que a criança compreende bem o texto quando lido por um adulto, mas tem dificuldade em decodificar palavras isoladas e em realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Diante desse quadro, é correto afirmar que a abordagem fonoaudiológica mais adequada, nesse caso, deve priorizar exclusivamente a estimulação da consciência fonológica e a correspondência grafema-fonema, uma vez que a compreensão leitora está preservada e o componente semântico não demanda intervenção específica.
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