No contexto da avaliação audiológica infantil, as emissões otoacústicas por produto de distorção (EOAPD) e os potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE) são ferramentas complementares. Considere que uma criança de 6 meses apresente EOAPD ausentes bilateralmente, mas PEATE com ondas I, III e V presentes e reprodutíveis em ambas as orelhas, com latências absolutas e interpicos dentro dos padrões de normalidade para a idade. Nesse cenário, é correto afirmar que a presença de PEATE normal associada à ausência de EOAPD é um achado incompatível, pois as EOAPD são geradas pelas células ciliadas externas e, quando ausentes, indicam necessariamente disfunção coclear que também alteraria o PEATE.
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