No contexto do implante coclear (IC) em crianças com surdez pré-lingual, a indicação do dispositivo e a reabilitação auditiva devem considerar a plasticidade do sistema nervoso auditivo central. Nesse sentido, a idade na cirurgia e o tempo de privação sensorial são fatores que influenciam o desempenho, mas a presença de resíduo auditivo, o uso consistente de prótese auditiva e o engajamento familiar em terapia fonoaudiológica também modulam os resultados. Assim, é correto afirmar que, em crianças com surdez profunda bilateral congênita, o implante coclear realizado antes dos 3 anos de idade, associado à reabilitação auditiva sistemática, tende a proporcionar melhores resultados de percepção da fala e de linguagem oral do que o implante realizado após os 7 anos, mesmo na presença de fatores favoráveis adicionais.
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