No contexto da gestão pública democrática, a participação popular em conselhos de saúde e em audiências públicas constitui exercício de cidadania ativa que, ao mesmo tempo, fortalece a dimensão ética da administração pública, pois submete as decisões estatais ao controle social e à transparência. Contudo, segundo a doutrina que examina a relação entre ética, democracia e cidadania, a efetividade desse controle social depende da existência de canais institucionais de participação e do acesso à informação, de modo que a mera previsão legal de instâncias participativas, desprovida de condições materiais e de publicidade dos atos, não assegura, por si só, o exercício ético da cidadania.
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