O Tribunal de Contas de um estado brasileiro, ao auditar o planejamento estratégico de uma secretaria de fazenda, identificou que a gestão adotou o Balanced Scorecard (BSC) como sistema de gestão. No relatório preliminar, os auditores destacaram que a secretaria construiu um mapa estratégico com as quatro perspectivas clássicas, mas cometeu uma impropriedade conceitual: incluiu a perspectiva de fornecedores como uma quinta perspectiva, argumentando que a cadeia de suprimentos é crítica para a arrecadação. Além disso, a secretaria definiu indicadores de desempenho para cada perspectiva, porém não estabeleceu relações de causa e efeito entre eles, tratando-os como métricas isoladas. Por fim, a alta administração utilizou o BSC apenas para comunicar metas de arrecadação, sem vinculá-lo ao orçamento e sem realizar reuniões periódicas de avaliação estratégica.
Com base na metodologia original de Kaplan e Norton e nas boas práticas de implementação do BSC, a impropriedade conceitual e as falhas de implementação descritas no relatório comprometem, respectivamente:
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