Leia o texto a seguir, um fragmento adaptado de uma crônica de um autor contemporâneo, para responder à questão.
“A intertextualidade não é um fenômeno recente; ela acompanha a literatura desde seus primórdios. No entanto, nas últimas décadas, com a multiplicação dos meios de comunicação e a velocidade da informação, ela se tornou mais explícita e, por vezes, mais superficial. Muitos textos contemporâneos apropriam-se de obras anteriores não para estabelecer um diálogo crítico, mas apenas para capturar a atenção do leitor, num jogo de referências que se esgota em si mesmo. Nesse sentido, é possível afirmar que a intertextualidade, quando reduzida a mero pastiche, perde sua força transformadora e se torna um recurso vazio, incapaz de produzir novos sentidos.”
Considerando o fragmento acima e seus conhecimentos sobre intertextualidade, analise as afirmativas:
I. A intertextualidade, conforme o texto, é um recurso que, ao longo da história, manteve-se imune às transformações dos meios de comunicação, preservando sempre sua função crítica.
II. O autor do fragmento critica a apropriação de obras anteriores quando esta se dá de forma acrítica, visando apenas ao entretenimento ou à captura da atenção do público.
III. O termo “pastiche”, no contexto, é empregado para designar uma forma de intertextualidade que, segundo o autor, esvazia o potencial transformador da obra, resultando em um recurso superficial.
IV. A intertextualidade, de acordo com o fragmento, é um fenômeno que se manifesta exclusivamente na literatura erudita, não ocorrendo em outras manifestações culturais.
Está correto o que se afirma em:
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