Texto para as questões de 6 a 10.1 A ligação entre a mente e o corpo e como umafeta o outro é um tema que gera bastante curiosidadeno meio médico. Nas últimas décadas, intensificaram‑se4os estudos e as pesquisas sobre como as emoções e ossentimentos influenciam o corpo com manifestaçõesfísicas e até mesmo com doenças.7 Há pouco mais de cinco anos, pesquisadoresda Universidade de Aalto, na Finlândia, conduziramum estudo com setecentas pessoas que10 mostrou que as emoções mais comuns dos sereshumanos – como, por exemplo, raiva, medo, felicidadee ansiedade – desencadeiam sensações intensas em13 diversas partes do corpo. E o mais interessante: os relatosdos sintomas e suas localizações eram muito similares, oque prova que, independentemente de gênero, cultura e16 hábitos de vida, todos nós reagimos fisicamente de formaparecida aos mesmos tipos de emoções. Para Danilo Faleiros, psicólogo, a 19 psicossomatização – termo que expressa a concepçãode que sintomas físicos têm origem na mente evice‑versa – é um contraponto para a visão de que só a22 parte biológica e os hábitos afetam a saúde do indivíduo.Hoje, estuda‑se como as emoções podem influenciartanto na definição de comportamentos de riscos (nossos25 hábitos de vida), como também diretamente (pormecanismos neuroendócrinos), em doenças como ocâncer e o diabetes, além de problemas gastrointestinais,28 respiratórios e cardiovasculares. E há mais elementos que interferem nessaequação. “Hoje, com a tecnologia, vemos que somos31 muito mais do que um corpo que funciona de formaprogramada e independente”, explica Danilo. “Somosseres multidimensionais e em constante transformação.34 Não se trata apenas de aspectos físicos ou psicológicos.Essas dimensões, associadas às questões sociais eespirituais, são capazes de influenciar inclusive no37 funcionamento dos nossos genes, do nosso DNA – aschamadas alterações epigenéticas”. O estudocontemporâneo da psicossomatização mostra que40 problemas de ordem psíquica podem se aliar a outrosaspectos sociais para compor um diagnóstico. Faleiros exemplifica: uma pessoa que deixa43 de se alimentar adequadamente ou se queixa de dorde estômago pode ser geneticamente mais suscetívela exacerbar preocupações, o que pode influenciar46 diretamente no funcionamento do estômago. “E oproblema se retroalimenta: a preocupação causa ador de estômago, que, por sua vez, gera ainda mais49 estresse”, explica o psicólogo. Em ambientes de muitapressão, como os grandes centros urbanos, essessintomas intensificam‑se ainda mais, o que contribui52 para o quadro.Internet: <www.hospitaloswaldocruz.org.br> (com adaptações). Sem alteração do sentido original e com manutenção da correção gramatical do texto, o trecho “intensificaram‑se os estudos e as pesquisas sobre como as emoções e os sentimentos influenciam o corpo com manifestações físicas e até mesmo com doenças” (linhas de 3 a 6) poderia ser reescrito da seguinte forma: